Do sertão baiano para os EUA: estudante de Água Fria conquista prêmio internacional de ciência

A pesquisa científica desenvolvida por um estudante da rede pública de ensino da Bahia ganhou reconhecimento internacional. Thiago Ferreira, de 18 anos, aluno do curso técnico em Administração do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) Sisal, em Serrinha, conquistou o primeiro lugar na categoria Engenharia/Urbanismo da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec-Liberato) 2026, realizada anualmente em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
Com a premiação, o jovem garantiu uma credencial para participar da Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), considerada a maior feira pré-universitária de Ciência e Engenharia do mundo. O evento está previsto para maio de 2027, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
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O reconhecimento veio com o projeto “Biocimento”, que propõe uma alternativa sustentável para a construção civil a partir do reaproveitamento de papel reciclado e fibras de coco. A pesquisa utiliza esses materiais na produção de itens como blocos e calçadas, transformando resíduos em soluções de baixo custo que podem contribuir para a preservação ambiental e a melhoria dos espaços comunitários.

Natural da zona rural de Água Fria, Thiago destacou a importância da conquista para sua trajetória pessoal e para a comunidade onde vive.
“Sou da zona rural de Água Fria e esta conquista tem um significado enorme para mim, minha escola e comunidade. Ela mostra que a nossa origem não limita os nossos sonhos e que a educação pode abrir portas que antes pareciam distantes”, comemorou.
O resultado também foi celebrado pelo professor e orientador do projeto, Thales Nascimento. Para ele, a premiação evidencia o potencial da educação pública baiana e a capacidade dos estudantes de desenvolver pesquisas com impacto social e reconhecimento além das fronteiras do país.
“Levar um estudante do sertão baiano a uma feira de tamanha relevância internacional é a realização de um sonho e a prova de que a ciência produzida em nossas escolas pode transformar vidas e ultrapassar fronteiras”, afirmou.









